7.8.11

Viagem ao centro da Terra


Descendo ou rolando as rampas da Linha Amarela do metrô de São Paulo fica difícil saber o que incomoda mais. Se são as pessoas com passos apressados que marcham num ritmo quase fabril ou se sou eu que desconjunturo toda aquela massa numa massa de barriga e filho que carrego em quase um parar de andar para descansar e observar a paisagem. Mas que paisagem? Aquilo está dentro da Terra de um jeito tão entranhando e esquisito e feito para tatu-bola que chega a ser capaz de botar inveja no Júlio Verne e seu livro (que depois virou filme) "Viagem ao centro da Terra". Digo isso, porque pensei que não chegaria nunca aquele fim de poço que é a nova linha de metrô de São Paulo.

É tudo muito bonito, incluindo no pacote os funcionários e seus penteados, mas, porém, sabe, você não pode não ter pressa, ou estar grávida, ou ter problemas no joelho, ou tudo isso junto, ou simplesmente ser alguém que não pretende chegar na hora a algum lugar que exige que você chegue na hora. Existe uma lei escrita nos passos e nas faces das pessoas que diz: CORRE! E ai de você se não acompanhar o ritmo da música dos trabalhadores de São Paulo. Ai de você!

1 comentários:

Um mundo novo aos corações corajosos! disse...

Olá, Fernanda!

Muito obrigado pela presença sempre!
(Estou ficando repetitivo!)