Não entendi bem por que as salas de cinema estavam tão vazias. O filme não foi campeão de bilheteria nos Estados Unidos e parece que por aqui também não será. Uma pena, já que os efeitos especiais, como o jogo de luzes, as cenas que são interrompidas em um vai-e-vem de imagens que se encaixam, a velocidade dos carros, o barulho dos motores e da torcida, que ultrapassa os personagens do filme e invade o coração do pessoal que vibra, sentados em suas poltronas, em cada manobra do Match 5 valem a pena serem vistos na telona.
No meio do filme, ouvia-se as crianças vibrarem dentro do cinema e torcerem sem piscar pelo Speed como se ele fosse um ídolo. A mágia do filme prende quem vê, mas não quem o assiste esperando a adaptação de um super-herói. Speed não é o Super-Man, nem o Batman ou o Homem Aranha, ele é muito mais que um personagem que salva uma mocinha, Speed é um SUPER-PILOTO, apaixonado por corrida de carros.
A intenção do filme não é de se aproximar da realidade visual, apesar de retratar a máfia das corporações que manipulam os resultados das corridas numa disputa pelo poder do dinheiro. Quando se vai ao cinema se espera sair do real, esquecer tudo e viajar na história que é proposta. E o que há de errado em um filme de fantasia? A existência de um céu tão azul quanto o presente no filme? E cinema pode fazer critica sem deixar de ser mágico. Quem disse que fantasia não contém um toque de reflexão? Speed Racer é um filme inteligente, que mistura velocidade, mágia, reflexão e valores morais.
Acho que o pessoal precisa deixar de estranhar o novo. Percebo que há uma certa resistência quando se propõe maneiras diferentes de fazer arte.
Bom, mas pra quem gosta de ver super-herói agindo nas grandes cidades, assistam a "O Homem de Ferro", além de não conter nada lúdico é campeão de bilheteria.

